Friday, November 27, 2009

Lula, o Platão do Brasil



O campo que se convencionou chamar de Nova Esquerda de certa forma prega o fim da política tradicional. Um mundo bipolar já não serve mais aos auspícios de sua população. A emergência de confederações como a União Européia e o Mercosul, por si só, sinaliza o reconhecimento de que um mundo múltiplo é necessário.


A queda do Muro de Berlin supostamente marca a derrocada do comunismo e, segundo Fukuyama, o fim da história com a vitória final das democracias liberais do Ocidente. Na verdade a queda do muro significa a derrocada do sistema bipolar da Guerra Fria. O comunismo quando caiu levou consigo sua nêmesis e irmão mais velho, o capitalismo liberal.


Mais do que isso, para a Esquerda a queda do muro significou o fim dos gastos militares excessivos e desnecessários, e a liberação de dogmas ultrapassados, possibilitando a realização filosófica e financeira de novos vôos e a abertura de novos fronts de batalha.


Do ponto de vista da gestão pública o primeiro sintoma do fim da política tradicional foi a crise do Estado intervencionista pós II Guerra Mundial. As sociais-democracias da Europa Ocidental falharam enquanto modelo em meados da década de 90. A fórmula políticas keneysianas de gasto, políticas universais e economia mista (pública e privada) entrou em colapso. As liberais-democracias (Liberal Welfare States) do tipo Consenso de Washington, supostamente o modelo vencedor da Guerra Fria, sucumbiram na sequência, como a crise da bolha do subprime que se arrasta aos dias de hoje (e pelo jeito veio para ficar) demonstra.


No mundo de hoje se destacam alguns modelos alternativos. A China, obviamente, com a sua filosofia de um país dois sistemas, adotada com a incorporação de Hong Kong em 1997, se posiciona como o modelo a ser seguido. Mas a junção da criação de áreas territoriais capitalistas e o foco em exportações e liberalização comercial com um sistema político de partido único (o PC chinês) tem gerado efeitos colaterais indesejados, como o aumento da desigualdade, da pobreza, e da chaga da poluição, sem falar no autoritarismo vigente e na prevalência de trabalho quase escravo.


O Brasil de Lula parece ser a bola da vez. O Lulismo já foi chamado de subperonismo, neoliberalismo latino-americano, de populismo (barato ou não), etc. Lula, o presidente Teflon, se descolou de todos esses rótulos.


Sua doce vitória teve um período amargo, no auge do mensalão não é segredo que temia por seu mandato. Não que a exposição pública ou o trabalho brutal da presidência fariam-lhe falta (quem sabe?). Mas temia mais do que tudo terminar, para a alegria do FHC, como Collor (colleira nelle!).


Eram favas contadas o fato de que Lula não poderia jamais sonhar em suplantar FHC, o professor turbinado. Ambos caminharam juntos muitas vezes no passado, inclusive em tempos muito mais difíceis do que os atuais. Mas cabia a Lula trazer o moderno, contra o tradicional, do irmão mais velho, da figura paterna.


Lula construiu um estado mais justo, mais eficiente em várias áreas, promoveu inclusão social e representou brilhantemente o Brasil na arena internacional (isso o FHC jamais perdoará).


O modelo lulista de estado forte e vingador, economicamente moderno e estável, mas com orientação progressista, também gera muitas críticas, de todos espectros políticos e partidários, mas a forma como o Brasil surfa a crise merece respeito. Assim como há que se reconhecer a profusão de políticas públicas modelares criadas ou recriadas pelo governo Lula, com alto grau de sucesso e impactos visíveis. Os fracassos também são medonhos, o lulismo fica a desejar na política ambiental, na distribuição da terra, e em alguns casos até mesmo em questões éticas.



Mas Lula é, na verdade, o Platão de Garanhuns. Se fosse feito um jogo sobre gestão pública entre filósofos gregos e modernos, Aristóteles e Platão jogariam pelos gregos e Hobbes e Maquiavel pelos modernos. Não surpreendentemente Platão, dos quatro é o único que acredita mais no poder das leis e instituições. Para Hobbes, Maquiavel e Aristóteles o que vale é um governo centralizador de mão forte e pesada (até demais), simbolizado pelo Leviatã de Hobbes, pelo Príncipe de Maquiavel e pelo Rei Filósofo de Aristóteles.


Pois é, Platão, como discípulo de Aristóteles fez valer a tese de que a criatura, o Lula Platão, suplanta o criador, o Rei Filósofo FHC. Também não surpreende o fato de que Platão é o único entre os quatro que veio de origem “humilde”, lhe doía o fato de que enquanto Macedônio, não podia desfrutar das benesses da cidadania grega. Lula veio do povo, e portanto entende o que ele precisa. O modelo lulista merece muito respeito e habilita seu criador a vôos mais altos, um Lula Secretário Geral da ONU, ou presidente do Banco Mundial não seria mal idéia, seria o “Ó” para o FHC e acredito muito bom para o planeta.


Falta a Lula se auto-modernizar agora e renascer de novo, deixando para trás o Platão, porque ele não pregava a democracia, mas uma oligarquia esclarecida, do tipo daquelas que escolhe candidato na ponta do dedazo. Coisa feia Presidente!


Wednesday, October 14, 2009

Uruguay y Argentina


Lo último tango en Montevidéu.

Uruguay and Argentina will play in one hour for the glory or doom of soccer. One or other is likely to ended up out of South Africa 2010. Palermo (that once lost three penalty kicks at the same qualifying match) scored the winner at the 92 minute last game against Peru. He was completely off-side.

Sounds like a powerful Gardel's song. No me dejen afuera says the angel.
Blogged with the Flock Browser

Tuesday, July 7, 2009

He is back!!!

Years have passed by since I published here by the last time. No need to explain why this happen and I am just back because he is back. Believe it or not afetr one more surgery in his knees Ronaldo is playing soccer again and at his heights.

The Gordinho is a killer, no wonder Real Madrid fans called him the Hyppo, a powerhouse killer machine of nature.

Now playing for Corinthians, Ronaldo scored decisive and beautiful goals. Corinthians has won the Paulista Tournament and the Brazilian Cup. Is just me or do you also think he will playing at Johannesburg next year?